Um olhar leigo, porém crítico, dos sucessos televisivos mais recentes da DC e seus enredos “comerciais”.
Você já sabe quando e onde passa ou de tanta ansiedade baixou pela internet uma versão pirata só para assistir mais rápido. O melhor de tudo isso é ter todos os episódios (e tempo) disponíveis para maratonar. Isso mesmo, estamos falando das séries da DC Comics.Elas começaram em 1952 com a série As aventuras do Superman, logo depois surgiram Batman em 1966 e Mulher Maravilha em 1975, todas sucesso de público. Depois de um hiato nos anos 80, onde as produções se voltaram para filmes como as franquias Batman e Superman, as séries voltaram com força no início dos anos 90 com “Lois & Clark: As Novas Aventuras do Superman”. Atualmente essas produções vem ganhando espaço e, apesar de dividirem opiniões entre os aficionados, aumentam a popularidade dos heróis da DC com seriados como Arrow, Supergirl e Flash.
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| Lynda Carter em Mulher Maravilha. Imagem: Divulgação. |
Você chegou a assistir as séries antigas? Gostava delas?
Sim, claro! Prefiro as antigas, fazem parte da minha infância.
Por que?
Nas antigas, os efeitos visuais são ruins mas tinha conteúdo, o enredo é simples mas dá pra acompanhar, não são coisas sem protagonismo e sem nexo. Já as séries atuais tem lindos efeitos, mas muitas vezes tem muito apelo sexual desnecessário que não ajuda em nada no andamento da história, as tramas paralelas são fracas, deixando o herói de lado.
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| A entrevistada, Sandra. Foto: Isabella Miranda |
Se você vai fazer uma regravação ou uma série que já tem uma base, como os quadrinhos, é necessário seguir o contexto. Transformar personagens de uma etnia em outra e trocar a orientação sexual deles não é ruim, o problema é fazer isso e deixar a história do personagem confusa, a trama sem sentido e o personagem descaracterizado e caricato. A representatividade não é ruim, mas fazem de um jeito estereotipado e exagerado, ao assistir você percebe que até os atores estão desconfortáveis nas cenas.
Na última temporada de Flash a Iris West tomou conta do seriado e foi de jornalista para cientista/geneticista/líder de grupo, deixando os outros personagens de lado, inclusive o próprio flash, tudo isso em prol do “empoderamento feminino” que eles fazem questão de repetir em todo episódio. Só ela fala, os outros personagens, incluindo outras mulheres, são menosprezados e somem.
Acha que essas diferenças influenciam na qualidade do seriado?
Sim! Apesar de serem seriados bons, existem incoerências básicas, não só de enredo mas de “vida real”. No Arrow a irmã do protagonista entra em coma, após meses ela acorda e ao invés de passar por uma fisioterapia, por exemplo, ela vai para a cadeira de rodas, no dia seguinte tem alta e sai andando do hospital. Detalhe, ela não tem poderes ou algo do tipo. É uma pessoa comum. Se para o seguir a trama é preferível não gravar as cenas de recuperação, tudo bem, mas pelo menos que faça uma citação. Um bom exemplo é The blacklist, onde a Lizzie fica em coma por 6 meses, tem um pulo de cerca de um ano e passa ela comentando que ainda estava se recuperando. É esse tipo de coisa sem noção que faz o seriado ficar maçante, entende?
E você, o que acha dos seriados da DC? Deixe a sua opinião nos comentários!


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