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| (Retirada da internet (Dreamhack 2016) |
TV aberta abrindo portas para o e-Sport
Como muitos sabem, o e-Sports ainda é considerado um grande tabu no mundo todo, essa modalidade de esporte na área de videogame sofre um grande preconceito, por ser "apenas" uns jogos de aparelhos eletrônicos como computador, console ou celular. Mesmo com esse certo preconceito, o cenário do e-Sports vem numa crescente incrível nos últimos anos, lotando estádios com milhares de pessoas apenas para assistir campeonatos desses "joguinhos" - como muitos consideram.
Com campeonatos assim, mensalmente, com premiações milionárias, obviamente fãs são atraídos pelo mundo todo, chamando atenção do público de todas as idades. Jogos considerados com uma fã base gigantesca como: League Of Legends, Dota II, Counter-Strike Global Ofensive e Crossfire, já chegaram a ser transmitidos em TV fechada, em canais de grande audiência como SporTV e Esporte Interativo, e, com isso, sem dúvidas foram abertas muitas fronteiras para o cenário de e-Sports.
Por ser uma área desconhecida por muitos, trouxemos dados e um jogador profissional renomado dentro do e-Sport, especificamente do jogo chamado Crossfire. Matheus "Mazin" Araújo, de 18 anos é jogador de Crossfire, integrante de uma grande equipe chamada INTZ.
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| (Foto: Carlos Augusto) |
Como você lida com a pressão de jogar praticamente toda semana transmitido, a pressão aumenta ainda mais levando em consideração que nesse slipt vale vaga pra china?
R: A pressão é uma coisa que com o tempo vai sumindo, ainda mais quando se tem uma constância grande de jogos na semana, assim como vem sendo ultimamente para nós.
Como funciona seu dia-a-dia? você e a sua equipe tem alguma rotina de treino? Como ela é?
R: É bem baseado nas minhas atividades pessoais mescladas com meu treino, temos uma rotina fixa que costuma ser um treino coletivo de segunda a sexta das 19h às 23h, e um treino individual que varia de jogador para jogador, mas que dura em média 2h por dia e costuma acontecer no período da tarde.
Como foi a reação da sua família e de seus amigos depois que eles viram que, você não jogava por hobbie e sim por trabalho? Eles apoiavam você desde o começo?
R: A reação foi positiva e o apoio foi crescendo conforme o tempo ia passando, antes de me tornar profissional o apoio quase não existia, mas não havia muita cobrança das atividades pessoais pois eu ainda era novo e apenas jogava e estudava.
Como você já viajou para outro país apenas para jogar, você acha que já atingiu sua meta na sua carreira?
R: Eu normalmente traço metas, algumas delas já foram alcançadas, mas ainda tenho o sonho de ser campeão mundial e manter meu time no topo do mundo por um bom tempo.
Qual é a origem do seu nickname?
R: É basicamente o meu nome no diminutivo mas escrito de uma forma diferente, o "ma" vem de Matheus e o "zin" de pequeno ou algo semelhante, pois na época que criei eu era muito novo.
Você acha que pode se sustentar apenas jogando crossfire? Ou ainda falta investimento?
R: O jogo vem crescendo no sentido monetário, mas ainda não acho que dê para se sustentar apenas sendo pro-player de crossfire.
Qual a sua expectativa para o crescimento do e-sports?
R: A minha expectativa que é vire uma coisa muito tradicional em grande parte do mundo como futebol e outros esportes, e que as pessoas passem a aceitar mais que o e-Sport é uma forma de esporte que vem crescendo cada vez mais.
Uma breve explicação sobre como o Crossfire funciona:
Basicamente são dois 2 times adversários, compostos por 5 integrantes por cada equipe, onde uma delas são terrorista, tendo como sua missão plantar uma bomba c4 e defender ela, até que ela exploda, e a outra equipe são da swat, com o objetivo de defender os lugares onde os terroristas podem armar a bomba ou eliminar os 5 integrantes da equipe, e que fizer 10 rounds primeiro vence a partida.
Campeonatos e Premiações
CROSSFIRE STARS (CFS) 2017 - Premiação: U$850.000 dólares(dividido entre 1º, 2º e 3º colocado)
Counter Strike GO (ESL One) 2016 - Premiação: R$ 1,6 milhão
Campeonato Mundial de League of Legends 2016 - Premiação: US$ 5 milhões(divido entre as 16 equipes participantes)
DOTA II (The Kiev Major) 2016 - Premiação US$ 3 Milhões


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